FAQ

Algumas perguntas frequentes que podem ocorrer antes do primeiro contato:

1- "Flavio, você produz bandas e artistas solo?"
Sim, mas não sou um investidor. Não sou produtor executivo. A produção de bandas é um serviço mais voltado na direção e no foco da proposta musical, da timbragem e visando auxiliar o grupo a alcançar seu objetivo sonoro. Fazer uma completa mudança sonora no estilo da banda está fora de cogitação, mesmo porque não é interessante mudar a personalidade musical de uma banda. Não é essa a função da produção. Pode acontecer somente se for de comum acordo entre as partes.
No caso de um artista solo que não tem banda, fica por conta da produção contratar músicos e formar uma banda para as gravações. Ou, dependendo do investimento, trabalhar com programações em computador utilizando instrumentos virtuais.
A grande vantagem de ter um produtor no projeto é ter alguem dedicado a extrair da banda o melhor resultado musical, buscar caminhos que funcionem de acordo com o objetivo do projeto, e poupar os artistas da pressão e das responsabilidades técnicas de uma gravação profissional. Sem contar o grande aprendizado adquirido durante todo o processo.

2- "Eu gravei em casa (home estúdio) e gostaria de terminar (mixar e masterizar) meu trabalho com você , isso é possível?"
Sim é possível. Basta me contactar para eu te explicar como devemos trabalhar.

3- "Olá Flavio, eu visitei seu site, percebi a qualidade dos seus trabalhos, vi as fotos do estúdio, enfim... Achei muito bom, mas ao mesmo tempo fico assustado pois tudo isso deve custar muito caro. Meus amigos elogiam seu trabalho e afirmam valer o que você cobra. Gostaria que você fosse realmente franco e me explicasse o porque dos diferentes preços praticados em estúdios e os diferentes resultados respectivamente. Agradeço a atenção."
Pelo visto, você já notou que o padrão de qualidade nos resultados varia de acordo com o investimento realizado. Mas esse resultado também pode variar de acordo com a direção artística e técnica (produção). Projetos gravados em um mesmo estúdio, com os mesmos recursos e com o mesmo engenheiro de som, apresentam resultados diferentes justamente por conta da produção e do conceito de quem coordena o trabalho.

Sobre os valores:

1º - Alguns acham que eu cobro caro sem ao menos conversar comigo. E o que é pior: sem se quer saber direito o que precisa realmente ser feito, e desconhecendo todo o processo de gravação, e tudo o mais envolvido. Exemplo: Você não engole uma comida sem saber antes o que é, correto? Pois bem: está na hora de fazer o mesmo com suas decisões, e conhecer as coisas antes de decidir.

2º - Partindo do principio de que o mercado é muito competitivo, os artistas precisam entender de uma vez por todas que devem fazer uma produção realmente boa para não jogar dinheiro e o precioso tempo de suas carreiras fora, além de evitar “pagar um mico” que poderá marcar negativamente suas carreiras para sempre.

3º - Precisam também aprender a calcular o valor de custo-benefício. Não adianta ir para um estúdio barato daquele seu amigão, pagar R$60,00 por hora, gravar um CD em 120 horas e ter um resultado fraco, que soa como uma DEMO, é certamente menos vantajoso do que ir a um estúdio de verdade, pagando R$160,00 por hora, e gravar o mesmo trabalho com profissionais em apenas 60 horas, com um resultado mais competitivo. Estamos falando de uma diferença de R$2.400,00. Trata-se da diferença entre poupar 60 horas de um total de 120 horas de stress e um resultado frustrante, ou de 60 horas de prazer, aprendizado e realização profissional.

Agora eu pergunto: O que vale mais? Um trabalho que custa R$7.200 que soa como um teste amador, ou um trabalho que custa R$9.600,00 que impõe respeito e mostra quem você realmente é?

Qual destes dois tipos de trabalho oferece um resultado que representa musicalmente a sua arte? Qual deles vai significar retorno financeiro para um possível investidor?

4º - A experiência agrega valor a qualquer trabalho. Não adianta também gravar em um estúdio caro e ter um chipanzé dirigindo o trabalho. O certo é conhecer a pessoa com quem você irá trabalhar, e, claro, ter essa pessoa realmente envolvida no projeto.

5º - Equipamento de qualidade e espaço adequado para gravar não pode custar o mesmo que o seu oposto. Eu nem precisaria ter que falar sobre isso, pois é algo óbvio.

Basta conversar comigo para saber o que pode ser feito, como pode ser feito, quanto custa e quanto tempo leva. Estou a disposição.

4- "Olá, Flavio, eu sou compositor, mas não sou um instrumentista bom o suficiente para gravar minhas próprias composições. Fico catando milho, rsrsrsrs, você poderia arranjar e gravar minhas composições de forma profissional para que eu possa apresentar para terceiros?"
Sim, claro. Para tal, sua composição precisa estar completa (com melodia e harmonia), do contrario eu não tenho como realizar o trabalho. Músicas incompletas, sem ritmo definido ou sem harmonia, não serão consideradas.

5- "Que programa você usa para gravar? Qual o microfone?"
Amigo, a pergunta certa a se fazer é: Quem estará conduzindo a minha gravação em estúdio. Quem é o engenheiro? Quem é o produtor?
Eu uso ProTools ou Logic. O microfone será aquele que casar melhor com a sua voz. Tenho várias opções disponíveis. O que não tenho no estúdio, eu alugo se quiser realmente um resultado especifico.
Em resumo, o programa, que é o gravador, assim como o microfone, são apenas ferramentas.
Minha dica é: Confie mais no cirurgião do que na marca das suas ferramentas, mesmo porque um bom cirurgião não faz cirurgia com garfo e faca. Eu não forneço lista de equipamento do estúdio, mesmo porque isso só interessa para mim. Mas se você busca um resultado especifico, a primeira coisa a fazer é explicar isso ao engenheiro/produtor, pois ele saberá o que precisa para chegar onde você quer.

6- "Olá, Flavio, eu estou em busca de um Produtor Musical, daqueles que investem no artista, produzem o CD, a capa, os posters, negocia com gravadoras e vende shows. Você faz isso?"
Existe o Produtor Executivo ou Empresário (que é aquele que faz o investimento financeiro no projeto), o Diretor Artístico (que cuida da qualidade artística e cultural do projeto), o Diretor de Produção (que fiscaliza e organiza a produção), o Produtor Musical (que produz o disco), e o Diretor Geral (que controla e organiza os demais diretores e produtores). O trabalho que eu realizo atualmente é o de Produtor Musical e Diretor Artístico. Muitos confundem a figura do Produtor Musical como aquele que vai investir no artista, fazer o contrato, mostrar para as gravadoras e para o público, pois alguns Produtores Musicais já consagrados optaram por investir também como Produtores Executivos. Mas isso não é uma regra e sim uma opção, e eu opto por não realizar essa função, procurando me limitar a produzir a música, quando contratado para tal, e deixando por conta do artista, empresário ou da própria gravadora os demais trabalhos. Prefiro definitivamente me concentrar nas músicas, arranjos e na gravação.

7- "Sou compositor e gostaria de registrar minhas músicas antes de divulgá-las. Como faço?"
Atualmente indicamos a Biblioteca Nacional para registros de obras musicais.

8 - "Flávio, eu tenho meu trabalho já gravado e gostaria de mixá-lo com você. Isso é possível?"
Claro que sim!

9 - "Quando devo me considerar pronto para entrar em estúdio?"
Quando souber o repertório e estiver executando as musicas como deve ser.
Não haverá milagres esperando por você dentro do estúdio. Pratique muito para fazer um registro correto da sua arte e economizar horas.

10 - "Flavio, eu já gravei várias vezes em estúdios diferentes, mas nunca cheguei a um resultado que me deixasse satisfeito. Existe alguma maneira de otimizar minha produção ou traçar uma meta para que eu consiga resultados dentro das expectativas? Acho que sou exigente demais!"
Sim! Existem sim caminhos diferentes que levam para o mesmo lugar. Difícil é encontrar o caminho que leva você ao lugar certo. Para isso, uma conversa comigo é indispensável para que eu possa conhecer o projeto. Eu não sou o dono da razão, não estou sozinho no Universo e outros profissionais sérios também tem mais de um método, assim como eu também tenho. Para saber onde quer chegar, eu preciso conhecer a proposta e o seu objetivo, para ai sim traçar uma estratégia.

11 - "Fica muito caro produzir e gravar um CD?"
Depende. Existem vários tipos de produções, com preços igualmente diferentes. Para saber quanto você irá gastar, eu preciso conhecer melhor o que você quer, sua música, seu estilo e seu propósito. Produção Musical e Gravação não tem a ver com linha de montagem, portanto desconfie de quem dá preço tabelado ou pacotes milagrosos.

12 - "Utilizar trechos de músicas de terceiros é crime?"
Dependendo do que é, não é crime. No entanto, certos exageros podem se transformar em uma grande dor de cabeça, podendo até mesmo causar a você um sério prejuízo moral e financeiro. A originalidade é um dos quesitos que as gravadoras procuram nos artistas, portanto, seja original.

13 - "Me considero um bom músico. Será que preciso mesmo de um Produtor Musical?"
Sim! Um time precisa de um técnico, assim como um banco precisa de um gerente. Lembre-se que mesmo que um artista já tenha know-how, o Produtor Musical poderá ajudá-lo no processo de elaboração de arranjos ou em sua própria performance no estúdio.

14 - "Sou um pouco desafinado. O seu trabalho pode resolver meu problema?"
Esse "um pouco" tem que ser pouco mesmo. Do contrário, só estudando mais para que você não gaste uma pequena fortuna no estúdio. Seja como for, se você quiser fazer um trabalho que não lhe comprometa, o melhor a fazer é estudar bastante antes de gravar. Leves "semitonações" podem ser corrigidas no computador do estúdio. Mas lembre-se: apenas leves "semitonações".

15 - "Não me considero um grande cantor, mas tenho o sonho de gravar um CD para distribuir aos amigos e familiares. Isso é possível?"
Sim, e muitos o fazem. Sem a comercialização do CD, desaparece a obrigação de realizar um trabalho competitivo ao mercado, ficando apenas a sua realização pessoal. É possível, sim.
Acho um absurdo perder um cliente só porque que ele não tem um compromisso maior com a música, nem afinação. Se for um bom cantor, será bem gravado, assim como se for um mau cantor também será bem gravado. Sinceridade é importante e humildade também.

16 - “Você participaria de licitações em peças publicitárias, como jingles ou spots?
Não, obrigado.

17 - “Como fica quando alguém desiste de um trabalho em andamento A pessoa perde o valor investido?”
Um acordo é feito entre as partes levando em conta um contrato que é formalizado antes da produção iniciar. Neste caso, todos perdem alguma coisa, mas tudo é resolvido de forma inteligente. Nunca sabemos o que pode acontecer.
Um exemplo rápido: Uma banda iniciou uma produção comigo, e no meio da produção um dos integrantes da banda foi expulso pelos demais. O integrante expulso era o responsável pelo pagamento da produção -- isto é, era o cara que tornava o trabalho possível de se realizar.
Parte do dinheiro investido que estava ainda em reserva para ser utilizado foi devolvido, porém o que já foi realizado em forma de serviço não volta mais. Para isso temos um controle detalhado do consumo geral.

18 - “Gravadoras? É um alvo a se investir?”
O alvo a se investir é no ARTISTA e em quem acredita no artista. Todo o resto ou é consequência disso ou é um outro tipo de investimento.

19 - “Olá! Eu tenho um espetáculo teatral chamado “blaglubloc” e gostaria de ter uma trilha musical exclusiva para ele. Vou precisar também montar todo o áudio com efeitos sonoros e gravar alguns diálogos. Você trabalha com isso?”
Sim, eu realizo composição musical para espetáculos teatrais, musicais, e também a produção do áudio, seja gravação ou efeitos sonoros. Vamos combinar um dia para você me mostrar o roteiro e ver tudo o que você irá precisar.

20 - “Quando encomendo um jingle para minha empresa, eu posso usar onde eu quiser e quando eu quiser?
Não. Um jingle é um obra intelectual artística. É uma composição musical que agrega direitos autorais e conexos como toda a música. Encomendando um jingle, você receberá uma licença para usar o jingle em mídia especifica e praça especifica por tempo determinado. Isto tudo é descrito no orçamento de acordo com sua intensão de uso, assim como no corpo da Nota Fiscal. Uma vez vencido o prazo de uso, uma nova licença poderá ser emitida, como uma renovação (remunerada) de uso da mesma obra dentro das mesmas condições de mídia e praça. Trata-se de um procedimento corriqueiro.
É raro o cliente que quer comprar os direitos autorais e conexos e ter o jingle (música) só para si. Sem contar que o valor para comprar uma obra intelectual seria salgado. Comunique-se, e você sempre terá opções e acordos quanto ao uso de obras licenciadas.

21 - “Como você julga se um cantor é bom ou não? Você não acha isso injusto ou um tanto prepotente?”
Não se julga arte de forma alguma. Gosto não se discute. Eu posso não gostar de algo em uma produção e tentar ajustar para chegar em um determinado resultado. Mas o conceito de julgar que você descreve na sua pergunta é como se fosse um veredcto, e isso não existe dentro do meio artístico. Quantos artistas famosos hoje foram desencorajados no inicio de carreira? Vários.
Lembrando que estamos sempre em movimento, e quem é esperto procura evoluir utilizando o tempo de forma útil. Uma decisão tomada hoje pode mudar o amanhã, e, tomada amanhã, a decisão pode não ser a mesma.
Lembre-se também que decisões precisam ser tomadas (positivas ou não) e você terá que estar sempre preparado para tomar essas decisões e sofrer as consequências dessas decisões também -- sempre com um intuito positivo, penso eu.
Uma banda deve pensar como uma empresa. Um solista deve pensar como um produto. Pensando assim, é sempre necessário investir em qualidade, logística e resultados como um produto.